Curioso não? Cães e Gatos no Jazigo da Família: Humanização ou Polêmica?

Segundo recente informação uma nova legislação sancionada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem provocado debates intensos nas redes sociais e nos mais diversos círculos da sociedade. A medida permite que cães e gatos sejam sepultados em jazigos e campas pertencentes aos seus tutores ou familiares, desde que respeitadas as normas sanitárias e ambientais de cada município.

O projeto, aprovado anteriormente pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), ficou popularmente conhecido como “Projeto Bob Coveiro”. O nome faz referência a um cão que viveu por cerca de dez anos em um cemitério em Taboão da Serra e que, após sua morte, recebeu autorização para ser enterrado ao lado de sua tutora — um caso que simbolizou o forte vínculo afetivo entre humanos e animais domésticos.

De autoria do deputado Eduardo Nóbrega, a nova legislação estabelece critérios claros:
– O sepultamento deve seguir rigorosamente as normas sanitárias e ambientais de cada cidade.
– Os serviços funerários municipais terão autonomia para definir regras específicas.
– As despesas serão integralmente custeadas pelo proprietário do jazigo.

Segundo o autor, a proposta também busca enfrentar o monopólio da cremação animal, cujos custos muitas vezes são elevados e inacessíveis para parte da população. A ausência de alternativas pode levar ao descarte inadequado de carcaças, gerando riscos à saúde pública, impactos ambientais e até enquadramento como crime ambiental. “O projeto não é uma obrigação, é uma escolha. É sobre oferecer uma solução humana e responsável para um problema vivido por milhares de pessoas”, afirmou o parlamentar.

Mais do que uma discussão jurídica ou sanitária, o tema toca em algo profundamente humano: o afeto. Ao longo da história, poucas figuras simbolizaram tanto o cuidado e a benevolência com os animais quanto Francisco de Assis. São Francisco ensinava que todas as criaturas são dignas de respeito, tratando os animais como irmãos da criação. Sua postura de compaixão ecoa até hoje e inspira milhões de pessoas a enxergarem nos animais não apenas companhia, mas parte da família.

É justamente esse vínculo afetivo que fundamenta a nova lei paulista. Para muitos tutores, o animal de estimação representa amor incondicional, lealdade e presença constante em momentos decisivos da vida. Permitir que sejam sepultados junto à família é, para esses defensores, um reconhecimento desse laço.

Por outro lado, a medida também gera opiniões divergentes. Há quem questione aspectos culturais, religiosos ou mesmo a adequação do espaço cemiterial. O assunto ganhou força na internet e movimenta debates acalorados, dividindo opiniões entre apoio emocionado e críticas contundentes.

Diante disso, fica a pergunta: o que você acha dessa iniciativa?
Trata-se de um avanço no reconhecimento do vínculo entre humanos e animais ou de uma medida que ultrapassa limites tradicionais?

A discussão está aberta — E, como ensinava São Francisco de Assis, talvez o ponto de partida seja sempre a compaixão.

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