“PETs: O mundo se emociona, se revolta e procura soluções e o Brasil, onde estamos nessa história?”
Da cadela da família Obama aos casos de maus-tratos: o que as notícias desta semana revelam sobre a relação entre seres humanos e animais
Por Garbosa News
Eles estão dentro das nossas casas, dormem ao nosso lado, fazem parte das fotografias de família e, para milhões de pessoas, são verdadeiros integrantes do lar. Mas, nesta semana, três histórias envolvendo animais chamaram a atenção do mundo por razões completamente diferentes — e levantam uma mesma pergunta: Como estamos tratando aqueles que dependem de nós?
De um lado, a despedida emocionante de Sunny, a cadela que fez parte da família do ex-presidente americano Barack Obama. De outro, a discussão sobre novas estratégias para enfrentar a população de cães abandonados na Romênia. E, nos Estados Unidos, um caso extremo de negligência envolvendo dezenas de gatos.
Histórias diferentes, mas que colocam os animais domésticos no centro de uma discussão mundial.
SUNNY: U MA DESPEDIDA QUE EMOCIONOU O MUNDO
A morte de Sunny, cadela da família Obama, aos 13 anos, ganhou repercussão internacional. Mais do que uma notícia sobre a morte de um animal de estimação, o episódio mostrou o espaço que os pets conquistaram dentro das famílias.Sunny viveu durante anos na Casa Branca e se tornou conhecida mundialmente ao lado da família Obama. A despedida também expôs uma realidade cada vez mais presente: para muitas famílias, perder um animal é perder um membro da família.
ROMÊNIA: CASTRAR EM VEZ DE ELIMINAR?
Já na Romênia, a enorme população de cães abandonados continua sendo um desafio, contudo, uma iniciativa recente aposta em uma estratégia diferente: Castração, vacinação, identificação e registro dos animais, buscando reduzir o crescimento da população de cães nas ruas. A discussão é importante porque coloca em evidência uma questão que também existe no Brasil: É possível combater o abandono antes que ele aconteça? A resposta passa necessariamente por castração, identificação, adoção responsável, educação e fiscalização.
ESTADOS UNIDOS: QUANDO O ABANDONO CHEGA AO EXTREMO
Outro caso chamou atenção nos Estados Unidos nesta semana. Dezenas de gatos foram encontrados em situação de extrema negligência, incluindo animais mortos e outros que precisaram ser resgatados. O episódio provocou indignação e reacendeu a discussão sobre uma questão fundamental: Até onde vai a responsabilidade de quem decide ter um animal?
Ter um cão ou um gato não significa apenas oferecer carinho. Significa oferecer alimentação, água, abrigo, cuidados veterinários, vacinação, segurança e, principalmente, responsabilidade durante toda a vida do animal.
E O BRASIL? ESTAMOS MUITO DISTANTES DESSA REALIDADE?
Não. O Brasil também enfrenta problemas relacionados ao abandono e aos maus-tratos, mas também possui iniciativas de proteção animal espalhadas pelo país. Em Contagem, Minas Gerais, por exemplo, um novo mutirão gratuito de castração de cães e gatos foi anunciado para o fim de setembro. Em diferentes municípios brasileiros também existem programas de adoção, vacinação, castração e atendimento veterinário. Mas os desafios continuam enormes. E uma discussão importante está acontecendo em nível nacional.
O Senado aprovou, em agosto, na Comissão de Constituição e Justiça, o avanço do projeto que cria o Estatuto dos Cães e Gatos. A proposta reconhece cães e gatos como seres sencientes — capazes de sentir dor, sofrimento, medo, prazer e afeto — e estabelece direitos e deveres relacionados à proteção e ao bem-estar desses animais. Isso significa que o Brasil também está discutindo uma mudança importante na maneira de enxergar os animais domésticos.
NO ENTANTO O BRASIL TEM UM GRANDE DESAFIO: TRANSFORMAR AMOR EM RESPONSABILIDADE! O brasileiro é conhecido pelo carinho pelos animais. Mas, gostar de animais não é suficiente. Amar um pet também significa castrar quando indicado, vacinar, identificar, cuidar da saúde, evitar reprodução irresponsável e jamais abandonar.
E existe outro ponto fundamental: Quem abandona um animal não está simplesmente deixando um problema na rua, está transferindo para toda a sociedade uma responsabilidade que era sua. Nestes casos o animal passa a depender de protetores, ONGs, abrigos, voluntários e do poder público.
UMA REALIDADE QUE TAMBÉM CHEGA ÀS NOSSAS CIDADES Casos de maus-tratos continuam sendo registrados no Brasil. Nesta semana, por exemplo, uma cadela Chow Chow foi resgatada em situação crítica no Espírito Santo, apresentando grave perda de peso, um grande tumor e ausência de cuidados veterinários adequados. O responsável foi autuado em flagrante por maus-tratos.
No Rio de Janeiro, a Polícia Civil também indiciou responsáveis por uma creche para cães e gatos após denúncias de agressões e condições inadequadas para os animais. Essas são situações que mostram que o problema não está apenas nas ruas. Ele também pode estar dentro de casas, estabelecimentos e até de locais que deveriam oferecer proteção aos animais.
A GRANDE PERGUNTA: As histórias desta semana nos fazem olhar para os pets de uma maneira diferente. Sunny representa o amor e o vínculo afetivo. A experiência da Romênia representa a busca por soluções para o abandono e a superpopulação. Os casos de maus-tratos representam o lado mais cruel da irresponsabilidade humana. E o Brasil? Estamos avançando em legislação, castração, adoção e conscientização, mas ainda existe um longo caminho.
Por isso, fica a pergunta: O que estamos fazendo hoje para que cães e gatos tenham uma vida mais digna amanhã? Sabemos que em São João Nepomuceno, MG, uma cidade de 26 mil habitantes existe uma preocupação e já existe algumas ações de castração e cuidados vigente. Porque, no final das contas, talvez a verdadeira medida de uma sociedade não esteja apenas na maneira como ela trata seus semelhantes. Mas também na maneira como trata aqueles que não podem falar, reclamar ou pedir ajuda.
GARBOSA NEWS
Informação além da notícia.



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