Paraplégicos e a Polilaminina “Novas Perpectivas da Pesquisa Brasileira”

Como a polilaminina age na medula espinhal e que vai uma explicação de fácil entendimento: Quando ocorre uma lesão na medula, os nervos ficam “interrompidos”, como fios cortados. O grande problema é que o corpo cria uma espécie de barreira química e física que impede esses nervos de crescer novamente.

A polilaminina atua justamente aí:

👉 Ela é aplicada diretamente no local da lesão 👉 Funciona como uma “ponte biológica” 👉 Estimula os neurônios a criarem novas rotas 👉 Ajuda os axônios (prolongamentos dos nervos) a voltarem a crescer 👉 Com isso, alguns sinais do cérebro conseguem passar novamente.

Resultado: parte dos movimentos e da sensibilidade pode ser recuperada, especialmente quando associada à fisioterapia intensiva. Em resumo: ela não “cura” a medula, mas ajuda o corpo a se reorganizar.

A Linha do tempo resumida da pesquisa:

Na linha do tempo bem resumida podemos dizer que segundo informações já divulgadas o Início das pesquisas na UFRJ sobre laminina e regeneração neural aconteceu nos anos de 1990.  A descoberta da polilaminina, forma especial da proteína e os primeiros testes em laboratório ocorreram entre 2015 e 2020, sendo que os resultados positivos em animais, incluindo cães paraplégicos, onde alguns alguns voltando a dar passos e aplicações experimentais em humanos e que mostraram ganhos motores em alguns pacientes entre 2020 a 2024. Em 2026 a Anvisa autoriza oficialmente estudo clínico de fase 1, focado em segurança — passo decisivo para transformar a pesquisa em tratamento real.

Sobre acelerar as pesquisas

Hoje, o que pode acelerar o processo é:

✅ Mais investimento público e privado  ✅ Produção da proteína em escala clínica ✅ Ampliação dos estudos com mais pacientes ✅ Parcerias com hospitais e centros internacionais ✅ Agilidade regulatória sem perder segurança. Mesmo assim, especialistas estimam que ainda sejam necessários alguns anos até um tratamento amplamente disponível. A pergunta fica para as mais variadas respostas:

E diante de tudo isso, fica a pergunta: A quem pode não interessar uma possível cura? Certamente não às famílias que convivem diariamente com a dor, a limitação e a esperança. Não aos pesquisadores que dedicam anos de suas vidas à ciência. Nem aos pacientes que aguardam, muitas vezes em silêncio, por uma nova oportunidade. Talvez o maior desafio não esteja em querer ou não querer a cura, mas em vencer o tempo, a burocracia e a falta de investimentos. Porque hoje, o sistema ainda está muito mais preparado para tratar do que para curar.  Enquanto isso, milhares de pessoas seguem esperando que a pesquisa avance, que os recursos cheguem e que as portas se abram. E que a ciência brasileira continue mostrando que esperança também pode nascer aqui.

Nós seguimos acompanhando.

Garbosa News — Informação com propósito.

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